Previsão do Bitcoin para Novembro de 2025: O Que Esperar do BTC

Previsão do Bitcoin para Novembro de 2025: O Que Esperar do BTC
27 de outubro de 2025
~9 min de leitura

O preço do Bitcoin (BTC) atualmente é influenciado por vários fatores: políticas dos bancos centrais, geopolítica, reações do mercado de ações e a dinâmica interna do mercado cripto. O outono está chegando ao fim, e o mercado entra na fase final do ciclo pós-halving de 2024. Novembro pode se tornar um mês de virada — seja para cima ou para baixo.

Neste material, a Quickex analisa quais forças pressionarão o BTC e quais o sustentarão nas próximas semanas. Resumimos os resultados desta análise na previsão do Bitcoin para novembro de 2025.

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Um Novembro Típico para o Bitcoin

Historicamente, novembro é um dos meses mais fortes para o Bitcoin. Em média, nos últimos 15 anos, o BTC subiu cerca de 36% em novembro. Em 11 dos 15 anos analisados, o mês terminou em alta. Frequentemente, foi em novembro que os ralis começaram e continuaram até o fim do ano. Não é uma garantia, mas as estatísticas estão claramente a favor dos touros.

Um novembro típico para o Bitcoin. Fonte: bitcoinmonthlyreturn

Em períodos fortes, esse efeito é especialmente visível. Em 2013, o Bitcoin subiu cerca de 49% em novembro, e em 2017 — mais de 54%, quase dobrando de preço em poucas semanas antes das máximas de dezembro.

Nos ciclos pós-halving — por exemplo, em 2016 e 2020 — novembro também foi positivo: na época, o Bitcoin subiu entre 6% e 43%. Essa dinâmica se explica pela combinação de alta demanda e redução no fluxo de novas moedas após o halving.

Mas novembro nem sempre traz crescimento. Em 2018 e 2022, o Bitcoin caiu 36% e 16%, respectivamente. Em 2018, o mercado estava saindo da euforia do recorde histórico do fim de 2017 e entrando em um mercado de baixa. Em 2022, a queda foi causada por uma crise de confiança na indústria cripto após o colapso repentino de um grande player, que gerou pânico e vendas em massa.

A principal conclusão: novembro é quase sempre um mês volátil para o Bitcoin. Se o cenário for positivo, ele amplifica a alta. Se for de crise, amplifica a queda.

Do Ponto de Vista da Teoria dos Ciclos

Para entender onde o mercado está agora, é importante lembrar do halving. O halving é o evento na rede Bitcoin no qual a recompensa por bloco pago aos mineradores é cortada pela metade. Depois disso, a entrada de novas moedas em circulação desacelera, a escassez aumenta e, historicamente, isso serve como combustível para o crescimento do preço.

O halving mais recente ocorreu na primavera de 2024. Em ciclos anteriores, o pico do preço do Bitcoin geralmente se formava 15 a 18 meses após o halving. Aplicando isso à situação atual, o período provável do pico do ciclo é entre julho e novembro de 2025. Agora estamos no final dessa janela.

Comparação do comportamento do Bitcoin em ciclos pós-halving. Fonte: bitcoincyclescomparison

Em agosto, o Bitcoin já tentou iniciar um rali — o preço subiu para cerca de US$ 124.000. Depois disso, o topo foi levemente renovado em 6 de outubro, mas apenas US$ 2.000 acima.

Em seguida, o mercado não entrou em colapso total, mas passou para uma tendência lateral e uma leve correção. O preço permanece elevado, mas cada novo impulso de alta está mais difícil.

Historicamente, novembro costuma ser o momento do “último empurrão”, após o qual o mercado define um novo pico e depois esfria — ou entra imediatamente em correção.

Em outras palavras, novembro de 2025, sob a ótica da ciclicidade, é o ponto decisivo. Se o mercado não conseguir estabelecer um novo topo de forma convincente nas próximas semanas, a probabilidade de que o pico do ciclo já tenha ficado para trás aumentará bastante.

A Posição do Bitcoin ao Entrar em Novembro de 2025

No fim de outubro, o Bitcoin parece mais estável do que fraco. Após uma queda no meio do mês, o BTC encontrou suporte na faixa dos US$ 111.000–112.000 e se recuperou desde então. Em 27 de outubro, o preço se mantém em torno de US$ 115.000, com alta de cerca de 3% nos últimos sete dias. Isso mostra que há compradores locais fortes o suficiente para sustentar o mercado.

O mercado está mais ativo: os volumes de negociação aumentaram e os participantes voltaram a comprar nas quedas em vez de saírem das posições. Essa é uma mudança psicológica importante — o público ainda não acredita que o ciclo acabou, e essa crença por si só sustenta o preço.

A faixa de US$ 116.000–117.000 atua agora como resistência. Nela, investidores que compraram antes da recuperação realizam lucros. Se o Bitcoin conseguir se firmar acima de US$ 116.500, poderá testar novamente a zona de US$ 120.000–122.000. Esse é o intervalo que, se rompido, reacenderá imediatamente as conversas sobre uma nova máxima histórica.

Mas também é importante observar o lado negativo. Se a próxima tentativa de alta falhar e o preço cair abaixo de US$ 115.000 com aceleração, o mercado poderá facilmente revisitar a região dos US$ 112.000–113.000. Ou seja, o mercado não desabou — mas ainda não provou estar pronto para um novo movimento de alta.

No geral, o cenário que se desenha para novembro é cautelosamente otimista. Os compradores ainda têm a iniciativa, mas precisam de confirmação com rompimentos de resistência.

A Situação das Reservas de Bitcoin nas Corretoras

Um dos argumentos mais fortes a favor de um cenário altista é a oferta de moedas nas corretoras. Segundo plataformas analíticas, os saldos de Bitcoin nas exchanges centralizadas continuam diminuindo e já caíram para menos de 2,4 milhões de BTC — um dos níveis mais baixos dos últimos anos. Desde o início do ano, as reservas caíram mais de 20%.

Reservas de Bitcoin nas exchanges. Fonte: CryptoQuant

Por que isso importa: quanto menos moedas nas corretoras, menor é a prontidão dos investidores para vender. É como um produto que começa a desaparecer das prateleiras — mesmo com a demanda estável, o preço geralmente não cai e tende a subir.

A queda nas reservas também indica que muitos investidores estão transferindo seus BTC para armazenamento de longo prazo (carteiras frias). Esse comportamento é típico de períodos em que acreditam que o potencial de alta ainda não foi esgotado.

Ao mesmo tempo, o preço permanece em torno de US$ 115.000 sem uma pressão de compra agressiva vinda de grandes fluxos de capital. Isso significa que o mercado é sustentado não por novas entradas de dinheiro, mas simplesmente pela falta de vendedores. É um sinal forte: ninguém está saindo em massa, e os participantes estão dispostos a esperar para ver o que novembro trará.

Fatores Externos e Eventos Que Afetam o Mercado

No fim de outubro, o mercado cripto ganhou fôlego com a redução das tensões entre os EUA e a China. Após sinais de que ambos os lados estavam dispostos a aliviar as restrições comerciais, os investidores interpretaram isso como uma diminuição no risco de uma nova guerra tarifária. Com essa notícia, o Bitcoin subiu cerca de 2% e se manteve acima de US$ 115.000. É um ponto importante: o preço reagiu à geopolítica, não aos fatores internos da cripto.

Mas a principal intriga está nos próximos dias. Na quarta-feira, 29 de outubro, o Federal Reserve dos EUA realizará uma reunião. O mercado espera que o Fed reduza a taxa básica em 0,25%. O que importa não é apenas o corte, mas também o tom dos comentários de Jerome Powell. Se ele indicar que o banco está pronto para continuar afrouxando e que o programa de aperto monetário está perto do fim, isso pode impulsionar ainda mais o Bitcoin. Dinheiro barato e uma política monetária branda quase sempre aumentam o apetite por ativos de risco.

Se Powell, ao contrário, adotar um tom duro — por exemplo, dizendo que o mercado relaxou cedo demais e que os riscos inflacionários permanecem altos — o sentimento pode esfriar rapidamente. Nesse caso, o Bitcoin continuará sensível às correções do mercado de ações americano e não receberá o impulso que espera.

Nas mesmas datas, está agendada uma reunião entre Donald Trump e Xi Jinping durante a cúpula da APEC. Esse evento é um gatilho de dois caminhos: se ambos os lados indicarem uma redução nas restrições e na escalada de tensões, a demanda por ativos de proteção como o Bitcoin pode cair temporariamente. Se, pelo contrário, as tensões aumentarem (por exemplo, em relação a tarifas ou cadeias de suprimento tecnológicas), o Bitcoin pode voltar a se comportar como um ativo defensivo.

Outro fator de fundo é a temporada de resultados das grandes empresas de tecnologia dos EUA: Apple, Amazon, Microsoft, Google e Meta estão divulgando seus balanços trimestrais. As ações de tecnologia e o Bitcoin estão se movendo sob um mesmo sentimento: se os investidores ainda estão dispostos a correr riscos com as techs, também estão dispostos com as criptos. Relatórios fracos podem atingir todos os ativos de risco de uma vez.

E há outro problema que pesa sobre o sentimento: a paralisação do governo dos EUA, que já dura quase um mês. Uma crise prolongada de governança geralmente leva alguns investidores a buscar ativos que não dependam de decisões governamentais. Nesse contexto, o Bitcoin parece um refúgio conveniente: não pode ser congelado por decreto nem desvalorizado por impressão emergencial de dinheiro.

Conclusão: o início de novembro coincide com um momento em que economia, política e cripto estão profundamente entrelaçadas. É uma rara concentração de gatilhos em um curto espaço de tempo.

Conclusão

O Bitcoin entra em novembro de 2025 em uma posição de força paciente. Não há euforia nem pânico. Há poucas moedas nas corretoras, poucos vendedores e grandes detentores não têm pressa em realizar lucros. Isso cria um cenário favorável: qualquer combustível adicional pode rapidamente impulsionar o preço.

O cenário técnico também favorece os touros. O preço se mantém em torno de US$ 115.000, o repique a partir de US$ 111.000–112.000 parece sólido, e, em um cenário positivo, o mercado pode tentar avançar para US$ 120.000–122.000. Uma movimentação estável nessa faixa reacenderia instantaneamente as conversas sobre uma nova máxima histórica e a ideia de que o topo do ciclo ainda não foi atingido.

Mas o ponto-chave é que o mercado depende fortemente de decisões externas. A reunião do Fed em 29 de outubro é o evento crucial que definirá o tom de novembro. Uma postura branda e sinais claros de cortes de juros podem dar ao Bitcoin mais um impulso dentro do ciclo atual. Uma postura dura, por outro lado, pode esfriar o apetite por risco e trazer o preço de volta aos suportes.

Em resumo, novembro será um teste: ou será o empurrão final para o pico do ciclo, ou o início de uma longa pausa após um ano e meio de alta. É por isso que os próximos dias são tão importantes para todos que possuem BTC ou planejam entrar.

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